domingo, 8 de maio de 2011

sorrir chorando


Hoje estou sensível. Não sei se é por causa da tpm ou se é meu lado sentimental geminiano que me acompanha, mas como eu já fiz isso um dia resolvi repetir. Eu não sou de forçar amizade, nem de dizer a todas minhas amizades que elas são as melhores, apenas faço isso quando o valor já passou de companheirismo e identificação. As coisas vêm mudando bruscamente e se tem alguém que cada vez vem me demonstrando uma amizade 'DI VERDADI VERDADEIRA' é a Laís. Pessoa que me conhece pelo menos há nove anos e que mesmo com TANTAS coisas que já aconteceram, que já passaram no nosso caminho seguimos firmes e fortes sabe-se lá até quando (meu lado 'otimista').
Tantas conversas, risadas e brigas(fora as vezes que só nós topamos as maiores indiadas, me calo). Quantas crises existenciais. Não existe uma amiga perfeita, aprendi isso há poucos meses atrás, portanto a ela não é perfeita mas com certeza é alguém que está no meu "caderninho" de amizades que eu nunca vou esquecer, poucos nomes e MUITO valor, para mim é claro. Não quero me estender para não ficar muito clichê, só queria deixar registrado aqui o quanto essa amizade é importante para mim, não se sabe o dia de amanhã mas sei que hoje é o que eu sinto e quero que ela leia da mesma forma que eu fiz da outra vez para eu ler daqui uns anos e chorar lembrando deste dia. (não vou reler isso porque a concordância tá 'deiz') SORRIR CHORANDO nos descreve.

Para Laís Pereira Ramos.

sábado, 30 de abril de 2011


Aquela foi pior decisão que eu poderia ter tomado quem imaginaria que uma simples balada causaria todo aquele transtorno. A velha e mesma balada de toda sexta, mas nessa sexta tinha algo diferente logo na entrada já houve um pequeno aviso que foi despercebido e depois uma simples ia ao bar – o tão desejado bar, que sempre tira minhas angustias – deixou tudo às claras e passou a ser meu pior pesadelo. Naquele momento tudo passou – não tive vontade de beber nem de ficar naquele lugar – a única coisa que eu realmente queria era ir para casa, deitar na minha cama e abraçar meu travesseiro, mas não podia tive que me manter forte o bastante para sorrir para as pessoas.
Foi quando as 05h15min a tão esperada volta para casa foi anunciada, era um misto de alivio e saudade – alivio por não mais ter que ver as pessoas e uma saudade por saber não mais as veria – porém com a chegada em casa chegaram também milhões de atitudes erradas, nunca se deve deixar um celular com 40,00 de bônus nas mãos de alguém esta com raiva e saudade, foi então que começou a missão suicida com tanques lotados de sentimentos sendo despejados em mensagens mandadas compulsivamente e um pequeno armamento chamado “ligação para ouvir sua voz”, sim esse armamento foi o golpe fatal para acabar com uma noite que teria tudo para ser ótima, foi então que tomei a mais sensata decisão: DORMIR, achei que seria fácil fechar os olhos e esquecer todas aquelas cenas, mas não essas cenas repetem-se em meus sonhos até hoje. Quando eu tento esquece-las, pensam nas cenas de quando – nessa mesma balada – eu fui surpreendida por beijos e abraços de agradecimento e que hoje parecem ter sido esquecidos pela pessoa que sempre mereceu meu esforço e minha admiração, pois eu sei que as horas que eu perdi fazendo uma simples divulgação na internet renderam muitos sorrisos não só em mim, mas também naquela pessoa, que agora – nesse momento – não está merecendo nada daquilo que um dia me dispus a oferecer e que daqui em diante não será lembrada com a mesma admiração de tantos anos, mas sim com uma pequena tristeza por saber que toda aquela admiração tornou-se invalida, pois nada daquilo que um dia foi admirado era verdadeiro.

(Laiale Jundi)

quarta-feira, 20 de abril de 2011


Desculpa, não acredito na ideia de 'CADA UM TEM SEU VALOR NO MUNDO'. Ninguém tem valor para o mundo e sim, para algumas pessoas. Eu no entanto, nem isso. Precipitação? Tudo que eu toco quebra. Tudo que eu sonho, fica cada vez mais longe. O que eu tento acaba antes que eu possa me aproximar. NADA, NADA que eu faça tem valor. Só para mim; mas o mundo não é feito só de ti, Renata. Aprende. Se o mundo pode ser egoísta, deixa eu ser também.


renata m. borges

domingo, 3 de abril de 2011

minha verdade


Sou tão indiferente que às vezes me torno grosseira. Sou anti-romantismos. Não me apaixono com flores numa manhã de quarta-feira. Jantar a luz de velas só é interessante se não houver jantar. Me chamar de apelidinhos terminados por 'inha' só se for o diminutivo do meu nome. Sou insensível. Me dá ataque de risos alguns filmes românticos. Meu sonho não é casar com 25 anos, ter dois filhos lindos com 30 e, aos 35, estar indo dormir as vinte horas por estar exausta. Amo o descompromisso, me parece mais sincero (é mais sincero, na verdade). Pessoas que não ficam se lamentando por decepções amorosas ou fazem dessas boas piadas tenho vontade de virar amiga em dois segundos para rir das minhas também. Eu gosto do simples: um sms dizendo que lembrou de mim quando passou em frente a uma garrafa de vodka, uma visitinha num domingo de gre-nal, rir das minhas idiotices, me dar atenção máxima (sou possessiva), fazer com que eu me sinta segura; ISSO ME FAZ APAIXONAR, me deixa sensível! Na verdade, sou um homem homossexual, sem pênis.

renata m. borges

segunda-feira, 28 de março de 2011


Que triste deve ser uma pessoa não saber o que é uma amizade verdadeira, não saber ser amiga de verdade. Não saber a palavra exata que faz a pessoa do seu lado se sentir melhor, não saber sentir o que a pessoa quer ouvir. Não ter o olhar de amigo, não ter a generosidade de às vezes pensar mais no amigo do que em você. Não saber o que é ter uma pessoa sabendo que ela está ali para o que der e vier e que mesmo com algumas decepções você vai pensar nela quando disserem a frase: PENSEM EM AMIGOS DE VERDADE.


renata m. borges

sábado, 12 de março de 2011

this is serious?




É bem aquela música "porque eu prefiro sentir dor ao invés de nada", só que ao contrário. Prefiro ficar com a cabeça vazia do que ter as mesmas imagens, as mesmas palavras, os mesmos contextos. Isso não é admirador.
Esperar por algo que não vai acontecer. Ficar na torcida por algo incomum. Sofrer calada. Imaginação fértil(demais). Vontade de gritar. Abraçar.
Não, isso não é o que eu quero. Eu não faço parte deste trecho, eu prefiro sentir nada que viver nessa agonizante estória, estória estranha.


renata m. borges

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

22.2


A estranha desavença entre eu e eu mesma. Uma confusão com respostas que eu tento dar a mim mesma. À procura do certo sem saber realmente quem ele é. A busca por mim mesma. Estes poderiam ser nomes de biografias feitas por mim, seriam best-sellers com certeza, em algum hospital psiquiátrico qualquer.


renata m. borges

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

férias, mas não de caio.


“Sonhei que você sonhava comigo. Parece simples, mas me deixa inquieto. Cá entre nós, é um tanto atrevido supor a mim mesmo capaz de atravessar — mentalmente, dormindo ou acordado — todo esse espaço que nos separa e, de alguma forma que não compreendo, penetrar nessa região onde acontecem os seus sonhos para criar alguma situação onde, no fundo da sua mente, eu passasse a ter alguma espécie de existência. Não, não me atrevo. Então fico ainda mais confuso, porque também não sei se tudo isso não teria sido nem sonho, nem imaginação ou delírio, mas outra viagem chamada desejo.”

Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

medo


"Medo de se apaixonar. Você tem medo de se apaixonar. Medo de sofrer o que não está acostumada. Medo de se conhecer e esquecer outra vez. Medo de sacrificar a amizade. Medo de perder a vontade de trabalhar, de aguardar que alguma coisa mude de repente, de alterar o trajeto para apressar encontros. Medo se o telefone toca, se o telefone não toca. Medo da curiosidade, de ouvir o nome dele em qualquer conversa. Medo de inventar desculpa para se ver livre do medo. Medo de se sentir observada em excesso, de descobrir que a nudez ainda é pouca perto de um olhar insistente.
Não suportar ser olhada com esmero e devoção. Nem os anjos, nem Deus agüentam uma reza por mais de duas horas. Medo de ser engolida como se fosse líquido, de ser beijada como se fosse líquen, de ser tragada como se fosse leve. Você tem medo de se apaixonar por si mesma logo agora que tinha desistido de sua vida. Medo de se roubar para dar a ele, de ser roubada e pedir de volta. Medo de que ele seja um canalha, medo de que seja um poeta, medo de que seja amoroso, medo de que seja um pilantra, incerta do que realmente quer, talvez todos em um único homem, todos um pouco por dia. Medo do imprevisível que foi planejado. Medo de que ele morda os lábios e prove o seu sangue. Você tem medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. Medo de que ele seja o homem certo na hora errada, a hora certa para o homem errado. Medo de se ultrapassar e se esperar por anos, até que você antes disso e você depois disso possam se coincidir novamente. Medo de largar o tédio, afinal você e o tédio enfim se entendiam. Medo de que ele seja melhor do que suas respostas, pior do que as suas dúvidas. Medo de que ele não seja vulgar para escorraçar mas deliciosamente rude para chamar, que ele se vire para não dormir, que ele se acorde ao escutar sua voz. Medo de ser sugada como se fosse pólen, soprada como se fosse brasa, recolhida como se fosse paz. Medo de ser destruída, aniquilada, devastada e não reclamar da beleza das ruínas. Medo de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer. Medo de não ser interessante o suficiente para prender sua atenção. Medo da independência dele, de sua algazarra, de sua facilidade em fazer amigas. Medo de que ele não precise de você. Medo de ser uma brincadeira dele quando fala sério ou que banque o sério quando faz uma brincadeira. Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. Medo do cheiro nos cabelos. Medo de não respirar sem recuar. Medo de que o medo de entrar no medo seja maior do que o medo de sair do medo. Medo de não ser convincente na cama, persuasiva no silêncio, carente no fôlego. Medo de que a alegria seja apreensão, de que o contentamento seja ansiedade. Medo de não soltar as pernas das pernas dele. Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir. Medo da vergonha que vem junto da sinceridade. Medo da perfeição que não interessa. Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada, ferida, agredida. Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. Medo de não mastigar a felicidade por respeito. Medo de passar pela felicidade sem reconhecê-la. Medo do cansaço de parecer inteligente quando não há o que opinar. Medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou. Medo do aniversário sem ele por perto, dos bares e das baladas sem ele por perto, do convívio sem alguém para se mostrar. Medo de enlouquecer sozinha. Não há nada mais triste do que enlouquecer sozinha. Você tem medo de já estar apaixonada."


Fabricio Carpinejar

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

segunda-feira


A tua diversão é escrever pra dizer que acabou de chegar, que passou por aqui e nao quis me chamar. Eu bebi saudade a semana inteira pra domingo você me dizer que não sabe o que quer e não quer mais saber.
Quando eu te peço um pouco é porque eu quero tudo que pode me dar.
Quando eu te peço pra esquecer é porque eu quero te fazer lembrar de tudo que passou.
Quando eu te digo que eu não penso é porque eu não paro de pensar.
Quando eu tento me esconder é porque eu só quero te mostrar o que eu ainda sou.
Deixei um monte de bilhetes na tua casa, o acaso me deixou tão só talvez eu ache algo mais forte que faça eu me sentir melhor. Depois do que eu já andei, depois do que eu tenho que andar, quem sabe outro dia eu te encontre em outro lugar.


(Rodrigo Tavares)